Pequenas empresas se adaptam e já dão sinais de reação

Pequenas empresas se adaptam e já dão sinais de reação

As micro e pequenas empresasbrasileiras começam a apresentar sinais de uma reação, ainda que lenta, aos efeitos econômicos da pandemia do Coronavírus, segundo pesquisafeita pelo Sebrae(Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas)e FGV (Fundação Getúlio Vargas) entre 25 e 30 de junho.

Enquanto na primeira semana de abril a perda média do faturamentochegou a 70%, no último levantamento esse percentual caiu para 51%.A pesquisa, divulgada pelo Sebrae, também revela, porém, que a concessãode crédito ainda não acompanha o aumentosignificativo da procura por essas linhas.

Segundo o levantamento, 30% das empresas voltaram a funcionar desde oinício da crise, principalmente porque se adaptaram ao novo cenário eintensificaram atransformação digital dos negócios com o aumento das vendas online. Hátambém, em algumas regiões do país, a influência de um relaxamento noisolamento.

Emdois meses, 12% das empresas fizeram a adaptação do modelo de negóciopara o formato digital. Ao mesmo tempo em que houve um aumento de 37%para 44% das empresas que estão utilizando ferramentas digitais para se manterem em funcionamento, houve redução de 39% para 23% dasempresas que afirmam que só podem funcionar presencialmente.

Faturamento

Desde o início da crise, 800 mil empresasconseguiram estancar a queda no faturamento. A proporção de pequenosnegócios com redução no faturamento caiu de 89% para 84%, desde março. Alguns setores como o agronegócio e indústria alimentícia apresentarammaior capacidade de retomada.

Esse blog já informou que, no caso do segmento energético, o setor de energia solar fotovoltaica é o que mais tem conseguido se adaptar à crise, registrando crescimento mesmo sob pressão econômica.

“O estancamento naqueda de faturamento sinaliza um tímido movimento de recuperação. Masainda estamos longe de vencer a crise. E sem o destravamento do dinheirodisponível nos bancos, essa retomada será extremamente lenta”, diz o presidente doSebrae, Carlos Melles.

Crédito

Aindasegundo o Sebrae, houve um aumento naproporção de empresas que conseguiram empréstimo, porém em um ritmoaquém do esperado (de 16% para 18%). Na contramão, o número de empresasque buscou empréstimos aumentou consideravelmente, de 39% para 46%.Entre osprincipais motivos para a recusa dos bancos está a negativação; sendo anegativação no CADIN/Serasa, no caso das ME e EPP, e CPF com restriçãoentreos MEI.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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